Dicas de Saúde

A Síndrome de Down Não é Doença!!!!

E já passou da hora de entendermos isso!

Você sabia que a sindrome de down não é doença? Há mais ou menos trinta anos a síndrome de down era vista como algo terrível e as pessoas que tinham era muitas vezes escondidas pela família e rejeitadas pela sociedade. Ter um pessoa especial era como ter um fardo e a expectativa de vida delas era de no máximo 15 anos. Ainda naquele tempo, a ignorância sobre essas pessoas era tanto que eram chamados de mongoloides num sentido muito pejorativo.

Com o passar dos anos, o tabu com eles foi diminuindo e o número de pesquisar sobre a síndrome aumentou, banindo todo tipo de dúvida. Elas também trouxeram grande alívio para os pais e para o indivíduo que tem a alteração genética.

Começaram a ser criados projetos de inclusão social para que os mesmos tenham acesso a tudo que qualquer outra pessoa denominada “normal” tem. Mas afinal, por que não conseguir fazer tudo que uma pessoa sem síndrome faz? Qual diferença? E por que eles não conseguiriam fazer já que não são doentes? Até onde vai a nossa visão sobre esse assunto?

Entendendo Mais Sobre a Sindrome de Down

Sindrome de Down Não É Doença

Sindrome de Down Não É Doença

Por um acaso você conhece alguém que tem olhos amendoados? É um pouco mais lento que as outras pessoas? Ou então é mais baixinho? Eu aposto que você conhece e tudo bem por isso, certo? E se apenas uma pessoa possuísse todas essas características ao mesmo tempo? Você a chamaria de doente apenas por isso? Tenho certeza que não. E assim é com as pessoas que tem sindrome de down, elas são diferentes fisicamente.

A sindrome de down é uma alteração genética onde a pessoa acaba nascendo com hipotonia muscular e deficiência intelectual.  Essa deficiência causa alguns tipos de atraso como comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais, utilização dos recursos da comunidade, saúde e a própria segurança.

Como Ocorre A Sindrome de Down?

Vale sempre lembrar que a sindrome de down não é uma doença então, não possui curas ou tratamentos.

A mutação genética começa com o encontro do espermatozóide do homem e o óvulo da mulher. Para que seja possível a formação de um embrião existe a união de 23 cromossomos da parte da mãe e 23 da parte do pai, totalizando 46 cromossomos. Eles carregam o DNA dos pais que irão definir características da criança. Quando ocorre uma alteração, esse número vai de 46 para 47 tendo um cromossomo a mais. Essa mudança se dá porque invés de um cromossomo ter duas cromátides, ele acaba tendo três.

No brasil, atualmente cerca de 360 mil pessoas convivem com a sindrome de down e por ano nascem em torno de 8 mil bebês assim. Uma mulher acima dos 40 anos tem mais chances de gerar uma criança com a anomalia do que as mais jovens.

Aproximadamente 50% das crianças portadoras da SD são cardiopatas e destas, metade precisam se submeter a cirurgias cardíacas antes dos seis meses. Menino tem mais duas vezes mais chances de desenvolverem qualquer doença cardiovasculares.

Como Identificar a Sindrome de Down?

Muitos pais só descobrem que terão filhos com SD no momento em que a criança nasce, mas, existem maneiras de ainda na gestação saber se o seu bebê terá a condição genética. Para diagnosticar, a partir da 6ª semana é possível fazer um exame de sangue onde são reconhecidos traços de DNA do embrião na circulação sanguínea da mãe, porém, esse é um exame muitas vezes caro e não está disponível pelo SUS.

Já para as mamães que não tem condições de pagar por esse exame e dependem da saúde pública, a recomendação é que seja feita uma ultrassonografia entre a 11ª semana e a 13ª para que possa ser avaliada a translucência nucal, que é um exame onde se mede o tamanho da nuca do feto. Bebês com down geralmente tem a cabeça menor do que os bebês sem. A partir dessa imagem, da para calcular a probabilidade de uma pessoa ter SD ainda no útero materno.

Para que haja certeza, é necessário analisar o material genético ainda em estágio embrionário. O exame é feito a partir da coleta de material placentário a partir da 10ª semana, ou até um pouco mais tarde, lá pela 15ª ou 18ª.

Sindrome de Down Não É Doença!

Coisas Que Você Precisa Saber Sobre a Sindrome de Down:

  • Pessoas Com Sindrome de Down Não São Iguais: É isso mesmo que você leu! Apesar de algumas características que os tornam parecidos, não quer dizer que todas as pessoas com SD são iguais. Assim como nós, eles também tem seus traços de personalidade, de educação, de preferências e por aí vai. Não generalize!
  • Eles Não São Mongolóides: Essa é uma denominação um tanto quanto preconceituosa usada na época onde as pessoas não tinham o mínimo de informação sobre a sindrome. Atualmente, nós ja sabemos que essa denominação caiu por terra e continuar a falar esses termos só reforça todo preconceito que eles já sofrem.
  • Elas São Pessoas Acima de Doenças: Uma pessoa não pode ser resumida apenas a uma característica dela. Acima de uma sindrome, essa pessoa tem sentimentos, vontades, medos e por aí vai. Não tenha medo de falar com uma pessoa que com sindrome de down, ela é capaz de responder por ela mesma.
  • Não Trate Eles Como Coitadinhos: Tratar as pessoas com diferença é a pior alternativa que você pode escolher. Esqueça a diferença até que elas seja impeditiva. As pessoas que tem SD se sentem magoadas e excluídas quando tratadas de forma diferente. Esqueça o que os separa e sempre se lembre do que os une.
  • Elas Tem Sindrome de Down, Não São Portadoras: A sindrome de down não é um objeto que você porta e outro dia você deixa em casa. A pessoa tem a SD e deixar de ter não é uma opção. Sem falar que quando você diz que alguém porta, dá um sentido pejorativo e como se fosse ruim, quando na verdade é algo lindo!

A sindrome de down não é doença, é algo maravilhoso! Não sinta medo, sinta orgulho.

Sindrome de Down Não É Doença (Vídeo)

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