Dicas de Saúde

Tudo Sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Mal passageiro que nada, quando chega vem com tudo!

AIDS, nome que ainda assusta. É na verdade a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma doença causada pelo vírus HIV (human immunodeficiency virus).

A imunidade cai. A doença é caracterizada por sinais claros da queda da taxa dos linfócitos CD4, células fundamentais na defesa imunológica do organismo.

O ‘atchim’ do espirro confunde. Durante a infecção inicial, tudo pode fazer crer se tratar apenas de uma gripe, pois os sintomas são semelhantes.

Quando a doença progride, ela afeta diretamente o sistema imunológico. Vai abrir portas para outras doenças e infecções oportunistas. Pode chegar até a um câncer, que costuma afetar pessoas com sistema imunológico baixo.

‘Janela Imunológica’ da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Quando os cuidados necessários são feitos com consciência, uma pessoa soropositiva pode ter uma vida amorosa normal, sem pôr em risco seus parceiros/as.

O que se deve sempre estar atento é que o tempo entre o contágio e a manifestação de alguns sintomas ou, até mesmo a detecção do vírus pelos testes específicos é variável. Pode compreender períodos curtos e até longos demais.

Esse tempo é que se denomina janela imunológica que não vê o sol lá fora, pelo contrário! Caso os cuidados não sejam devidamente tomados nesta brecha de tempo tão variante é possível contaminar outras pessoas, mesmo sem ter consciência desse contágio.

Falsas Gripes e Ausência de Sintomas Escamoteiam a Realidade

Homem gripado - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Como a AIDS é uma doença viral e sem cura até o momento, não dá para brincar com o assunto. Existem três fases principais da infecção pelo HIV que devemos considerar: infecção aguda, latência clínica e AIDS.

Na infecção aguda após a contaminação pelo HIV, lembra uma gripe ou pode ser tudo assintomático, sem nada vir à tona.

Nos sintomas mais comuns incluem febre, inchaço dos gânglios linfáticos, inflamação de garganta, erupções cutâneas, dor de cabeça, ‘sapinho’ na boca ou feridas genitais. Além de náuseas, enjôos e diarreias.

Sintomas aparecem e desaparecem do nada. Normalmente esses sintomas não são reconhecidos como sinais de infecção por HIV. Costumam ser diagnosticados como doenças infecciosas comuns. Aí mora o perigo.

Surge uma fase de latência clínica que é conhecida também como HIV assintomático ou crônico. Esta fase pode durar de três a vinte anos (média de oito anos). No início não aprecem sintomas. Confundem o diagnóstico. Com o tempo surgem febres, perda de peso, falta de brilho no olhar, dores musculares e nenhuma vontade de viver.

Pela ausência do tratamento os infectados pelo HIV 1 provocam que a  carga viral fique detectável. Acabam por desenvolver a AIDS. São pacientes assintomáticos de longo prazo.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Conhecida Popularmente Como AIDS / SIDA

É definida quando a contagem de células T CD4 está abaixo de 200 células por UL de sangue. Como as células responsáveis pelo sistema imunitário são invadidas, a exposição à ação de outras doenças pode ser fatal.

Na ausência de tratamento específico quase metade das pessoas infectadas com HIV começam a desenvolver a AIDS, quase uma década depois após a contaminação.

Situações que podem servir de alerta sobre a presença da doença instalada: pneumonia por pneumocistose, caquexia (perda de peso) e candidíase esofágica. Nas fases mais avançadas podem surgir tuberculose, meningite e toxoplasmose.

As infecções oportunistas podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos e parasitas que normalmente seriam controladas pelo sistema imunológico. Todos os órgãos do organismo costumam ser afetados.

As pessoas com AIDS têm o risco maior de desenvolver vários tipos de câncer como sarcoma de Kaposi, linfoma de Burkitt e câncer cervical. Pacientes com AIDS também podem ser afetados por diversos sintomas psiquiátricos e neurológicos.

Como se Pega Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

O vírus HIV em ambiente externo sobrevive por breves minutos. Não pega através de fezes, secreções nasais, saliva, escarro, lágrima, suor, urina, vômito de pessoas infectadas, a menos que estejam contaminados com sangue.

O modo mais comum é na relação sexual para a transmissão do HIV. A  maioria de todas as contaminações mundialmente falando ocorrem por contatos heterossexuais ( relações entre pessoas do sexo oposto).  O risco de transmissão durante o sexo anal é alto e baixo pelo sexo oral.

A transmissão do HIV aumenta com a presença de doenças sexualmente transmissíveis: gonorreia, clamídia, tricomoníase e vaginose bacteriana. Outro fator importante é quando a carga viral está alta, pois o risco de transmissão aumenta.

Sexo sem proteção é um fator do aumento do risco de transmissão. Profissionais do sexo e a indústria pornográfica sem camisinha não dá!

As agressões sexuais também aumentam o risco de transmissão do HIV, pois raramente são usados preservativos. Há casos de pessoas que infectam propositalmente ou que querem se infectar com o vírus HIV por conta de transtorno psicológico.

No Brasil a transmissão consciente é crime e configura lesão corporal grave, delito previsto no artigo 129 parágrafo 2º do Código Penal com pena de reclusão de 2 a 8 anos.

O segundo modo mais comum é o partilhar de seringas durante o uso de drogas injetáveis, picada de agulhas acidentais, transfusão de sangue contaminado (sem controle de qualidade) ou injeções com equipamento não esterilizado.

Tatuagens, piercings e escarificações que estão teoricamente em risco de infecção, mas sem casos confirmados.

Mãe e Filho Unidos Jamais Serão Vencidos!

Pode ser transmitido de mãe para filho durante a gravidez, no parto ou através do leite materno.

Com o tratamento adequado o risco de infecção entre mãe e filho é reduzido. Na prevenção envolve a mãe iniciar a terapia antirretroviral durante a gravidez e fazer o parto através de uma cesariana.

Se a substituição da alimentação é segura e aceitável, as mães devem evitar amamentar seus bebês. A introdução de medicamentos antirretroviras para o recém nascido diminuirá o risco de transmissão do vírus.

Diagnóstico tem Nome de Mulher: Confira o Tratamento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

AIDS - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

O exame de sangue específico para o diagnóstico da AIDS é chamado Elisa. No Centro de Referência em Treinamento DST/AIDS é possível realizar um teste laboratorial mais rápido, cujo resultado sai em duas horas.

No final de 1995 o coquetel de medicamentos começou a ser prescrito para pessoas vivendo com HIV. A união de várias drogas mudou o tratamento que deixou de ser uma doença fatal para se transformar em doença crônica passível de controle.

As normas brasileiras e mundiais determinam que: não há coquetel de medicamentos se as células CD4 estiverem acima de 350. E quando estão entre 200 e 350 a decisão de introduzi-lo é analisado caso a caso. Abaixo de 200 é obrigatório ser introduzido para corrigir a deficiência imunológica.

Efeitos colaterais existem. Alterações no rosto, nos membros superiores e inferiores que perdem um pouco a consistência muscular, as veias ficam visíveis e surge um acúmulo de tecido adiposo no abdômen.

Remédios são remédios. Geram alguns danos no fígado, rins e acentua o processo de arteriosclerose e pode aumentar doenças coronarianas. Em geral o tratamento é bem tolerado. Se tudo estiver aliado a uma boa alimentação e exercícios físicos, você pode durar para ‘sempre’ com HIV.

Envelhecimento e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

À medida que os indivíduos envelhecem, o sistema imunológico torna-se menos eficaz. As pessoas mais velhas produzem menos células T e elas  ajudam o corpo a reconhecer e combater células estranhas e anormais.

A desnutrição que é comum nos idosos compromete o sistema imunológico. Surge pela deficiência de calorias ou nutrientes essenciais. Cálcio e zinco costumam faltar nos idosos.

Há registros de aumento dos casos de HIV na terceira idade. Se a idade chegou, mais responsabilidade deve ter. Use camisinha.

Prevenir é o Caminho

O uso da camisinha em todas as relações sexuais é a forma mais eficaz de prevenção da AIDS. Seringas, só descartáveis.

Gestantes devem fazer o teste do HIV durante o pré natal. Se estiverem infectadas é fundamental iniciar o tratamento para evitar que seja transmitido ao feto. Hoje é possível uma mulher infectada engravidar e dar à luz ao seu bebê livre do vírus.

Não desanime com alguns efeitos adversos dos medicamentos e evite fumar e, se beber, que seja com moderação.

Não considere a AIDS como sentença de morte e, sim, de vida!

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Vídeo)

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