Dicas de Saúde

Vulvodínia Tem Cura – Sim ou Não?

Dor Incompreendida e Solitária que Afeta a Saúde das Mulheres

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Vulvodinia Tem Cura

‘Coisa de mulher’ merece atenção especial. Mudar o estilo de vida é uma atitude coerente, principalmente quando algum mal atinge o corpo e a alma. Se Vulvodínia tem cura ou não, o que importa é deciframos seus segredos.

Vulvodínia incomoda muito. É preciso saber como minimizar os transtornos. Provoca dores e ardências na região íntima da mulher. É uma condição crônica e sem cura. Exigi tratamento e cuidados permanentes, para que os sintomas não tirem essa mulher do prumo e de suas atividades corriqueiras.

Esse desconforto na região da vulva atinge muitas mulheres que muitas vezes se sentem desanimadas e se calam. Não procuram o médico e deixam até de sorrir.

A vulvodínia ocorre no clitóris, nos lábios ou no vestíbulo (parte externa) ou ainda de forma generalizada atingi toda a região.

Vulvodínia Chega do Nada

A vulvodínia tem cura? Essa pergunta é uma constante, mesmo sabendo que não há cura para esse desconforto, que prejudica tantas mulheres.

Ela foi documentada pela primeira vez na literatura médica em 1880 e foi vista como ‘hipersensibilidade da vulva’ e comprometimento nas relações sexuais.

Alguns estudos dizem que a vulvodínia pode durar três meses ou a vida toda. Pode surgir do nada e não existem motivos aparentes para ela surgir.

Podem aparecer durante o sexo vaginal, com toques e estímulos num exame ginecológico ou até mesmo na prática de alguns exercícios físicos: andar de bicicleta ou a cavalo.

A vulvodínia costuma não ser causada por infecções, nem por alterações anatômicas e nem traumas. Provoca muitas limitações às mulheres e o diagnóstico é de difícil definição. Confundem com dermatoses ou infecções na região genital. Se for vulvodínia, como não interferir no dia a dia mulher.

Sexo com Dor Dá Motivo Até de Separação

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Qualidade de vida zero. O contato íntimo costuma virar um martírio pela dor. Dores que costumam durar horas ou dias. A vulva fica hipersensível e, ao menor toque, uma sensação estranha de picada genital, irritação e vermelhidão.

Surgem dificuldades para inserir tampões ou aplicadores vaginais. As atividades básicas são impedidas até para sentar numa simples cadeira. Na medida que esse desconforto aumenta, o emocional dessa mulher fica prejudicado.

Enquanto se discute se a vulvodínia tem cura, o que se sabe é que pode afetar mulheres de todas as idades, começar na adolescência e ultrapassar a menopausa.

Algumas mulheres buscam suas próprias soluções. Usam até dilatadores vaginais que ajudam a alargar e restaurar a elasticidade do tecido.

Há relatos de separação de casais, por conta desse desconforto que leva mulheres a ficar com verdadeiro pavor de fazer sexo pela dor que sentem.

Causas e Sintomas da Vulvodínia

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Pontos de Dor

As causas são pouco definidas. Existem alguns fatores que estão associados ao surgimento da vulvodínia tem cura ou não. Pesquisas ligam a vulvodínia às condições psicológicas, como depressão e ansiedade.

Podem vir de fatores genéticos, problemas ou disfunções no assoalho pélvico, dores neuropáticas, alterações hormonais e até nas vias nervosas.

Vulvodínia pode vir de registro de abuso sexual na infância ou até estresse crônico. Outros fatores podem estar ligados à vulvodínia: fibromialgia, síndrome do intestino irritável e enxaqueca.

Há longo prazo reações a certas infecções como candidíase recorrente, clamídia e HPV. O que se pode avaliar é que o emocional interfere nos sintomas e manifestações da vulvodínia, além de estar relacionada a doenças autoimunes.

Uma teoria diz que os sintomas da vulvodiínia pode ter origem não na área afetada do corpo, mas no cérebro. O problema pode não estar na área pélvica e, sim, como o cérebro processa os sinais dessa dor.

A dor é o sintoma mais comum, mas surgem pontadas na região externa da vagina, ardências para fazer xixi, queimação e uma profunda irritabilidade por conta dessas alterações que não tem hora para começar e nem para acabar.

Como é Feito o Diganóstico da Vulvodinia

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Com cura ou sem cura, o diagnóstico é feito por exclusão. O ginecologista descarta as causas mais comuns e, para isso, se faz necessário um questionamento intenso da vida daquela mulher.

Precisará saber se há algum tipo de alergia, doenças anteriores, infecções contraídas para que se possa chegar a uma possível conclusão.

Depois disso o profissional examina a vagina cuidadosamente. Procura descobrir quais são os pontos de dor e a intensidade. Tudo pode ser leve ou bem grave.

Vulvodinia Tem Cura ou Não e Quais os Tratamentos

Nunca aceite apenas um diagnóstico. Procure outros profissionais e um especialista que pesquise com detalhes e possa apoiar na busca de tratamentos adequados.

Insista e não desista!

Não tem cura, já se sabe! Mas o tratamento pode diminuir ou até mesmo eliminar os sintomas emergenciais. A mulher pode voltar a ter uma vida normal.

Sem esquecer que cada caso é um caso. E existem diversas terapias. O importante é achar o tratamento que irá se adequar ao seu caso.

Exitem remédios para combater a dor, reeducação alimentar, apoio psicológico, tratamentos fisioterápicos e lembrando que qualquer tratamento multidisciplinar terá que ser acompanhado por um ginecologista.

Vulvodínia Tem Cura ou Melhora com Fisioterapia Pélvica

Essa modalidade terapêutica ajuda na vulvodínia, mas não cura. Fortalece os músculos pélvicos femininos, próximos ao quadril.

Com essa terapia a mulher passa a ter um controle maior sobre as contrações e relaxamento que vai ajudar a minimizar as dores.

Existem também técnicas respiratórias, massagens em pontos específicos e estimulação elétrica.

A fisioterapia pélvica relaxa os músculos da região e auxilia no retorno às atividades sexuais e diárias da mulher.

Acompanhamento Psicológico e as Mudanças Alimentares

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Como as dores da vulvodínia podem estar associadas a componentes físicos, sexuais e emocionais, o acompanhamento psicológico atua para interferir nos aspectos emocionais que desencadeiam as dores da vulvodínia.

Mantenha uma alimentação rica em probióticos que estão presentes nos laticínios. Combatem infecções no trato digestivo e genital, através do fortalecimento das bactérias saudáveis do organismo.

Iogute, suplementos de probiótico, alimentos ricos em pectina ampliarão os efeitos dos probióticos e tornarão a digestão ainda mais suave. Consuma maçãs e as frutas cítricas que são as melhores fontes de pectina, mas ela também pode ser encontrada em uvas, cerejas, pêssegos e damascos.

Reeducação alimentar é um dos componentes para tratar a vulvodínia. Evite: alimentos processados, industrializados, ácidos como o limão, cafeína e com potencial alergênico (lactose, glúten). Evite também alimentos ricos em oxalatos (espinafre, castanhas, chocolates e bagas).

Cada organismo reage de uma maneira. O ideal além do ginecologista, que está tratando do seu caso será buscar um nutricionista para realizar um tratamento adequado para o seu caso.

Se a vulvodínia Tem ou Cura ou Não, o que Importa é Melhorar as Condições Dessa Mulher

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Para isso existem outras tantas terapias como a TCC – Terapia Comportamental Cognitiva (TCC). Na prática o terapeuta ajudará a compreender o modo como essa mulher pensa, age e sente.

Serão criadas estratégias para modificar alguns comportamentos. É uma ferramenta que traz resultados para quem sofre de vulvodínia, principalmente no controle da dor e o restabelecimento da sexualidade.

Outra alternativa é o biofeedback, que é uma terapia na qual as pacientes aprendem a controlar e manipular os processos físicos que costumam ocorrer de modo involuntário.

Relaxa os músculos do assoalho pélvico, o que ajudará a controlar o modo com o qual a região responde aos sinais da dor.

Acupuntura também tem trazido alívio as pacientes com vulvodínia trazendo alívio dos sintomas.

Remédios para a Vulvodínia

Somente os médicos poderão prescrever os remédios, que fique claro.

Analgésicos possuem alívio das dores e da sensibilidade da região externa, além de diminuir as sensações de pontada e desconforto.

Cremes e pomadas ajudam a aliviar as ardências e irritações na região externa da vagina. A mais usada a Lidocaína, um anestésico tópico intravaginal que ajuda a diminuir a sensibilidade local. Age profundamente nas mucosas.

Antidepressivos possuem propriedades sedativas e auxiliam na redução dos sintomas desencadeados pelos quadros emocionais. Eficaz no tratamento de dores crônicas sem causas claras.

Faça uma compressa fria que pode ajudar para diminuir a dor na vulva. Ao reduzir o fluxo sanguíneo e a circulação, o frio controla a dor e a inflamação.

Coloque alguns cubos de gelo numa toalhinha e aplique as compressas no local afetado, jamais apliquei diretamente na pele.

Automedicação é um erro. Se estiver sendo medicada não interrompa sem consultar seu médico. Leia a bula dos seus medicamentos e nunca as jogue fora.

Aprenda a Conviver com a Vulvodínia

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Agora que você sabe tudo sobre vulvodínia tem cura ou não, é importante conhecer o seu corpo, principalmente as pacientes que convivem com a doença. Se toque! Descubra suas áreas de prazer e perceba a região vaginal para manter uma vida sexual saudável e sem dor.

Como a vulvodínia gera dores no sexo, tocar o próprio corpo ajudará a perceber quais áreas causam dor ou não, evitando a manifestação dos sintomas e tornando o sexo confortável.

Use tecidos mais leves. Evite jeans justos e apertados para evitar atrito com a vulva.
Use sabonetes íntimos, mas de preferência sabonetes neutros.

Camisinhas sem látex. O látex presente nas camisinhas agrava os sintomas da vulvodínia. Use calcinhas de algodão e até dormir sem calcinha é uma boa opção se estiver em crise.

A depilação com cera agride demais. O melhor é usar barbeador, pois a lâmina será menos agressiva. Banhos de assento ajudam muito! Faça com camomila ou flogo-rosa indicada para dor, ardor, prurido e corrimento ou ainda de bicarbonato de sódio e aveia.

Cuidado com a higiene da bacia.

Utilize óleo de coco no lugar de lubrificantes, além do que o óleo de coco previne a candidíase por ter propriedade antifúngica.

Não vem por transmissão sexual. Não tem cura. Mas existem tratamentos que ajudam a diminuir a dor. Mas como não é um simples resfriado vai exigir gerenciamento pelo resto da vida.

Saber lidar com os impactos na rotina dessa mulher, eis a questão! Evite o estresse. Mantenha uma alimentação saudável e faça exercícios.

Procure ser feliz ao saber lidar com a doença.

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