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Sindrome De Cotard – Pessoas Que Viraram Zumbis Reais

Sindrome De Cotard – Doença Do Zumbi

sindrome de cotard

Sindrome de Cotard

O que te faz pensar que está vivo?

O que parecia ser real apenas nos filmes, se tornou realidade na vida real. Os Zumbis ambulantes existem e podem está mais perto do que você imagina.

O primeiro caso foi descoberto em 1880, pelo neurologista francês Jules Cotard que descreveu o caso de uma mulher de 43 anos que sofria de uma forma grave de melancolia ansiosa.

Tomada por um delírio hipocondríaco incomum, a primeira vítima identificada, com o que chamamos de Sindrome de Cotard, tinha a plena convicção de que os órgãos não existiam mais e vivia como um verdadeiro zumbi, sem vontade de comer e realizar as condições básicas de um ser vivo. Para entender melhor como funciona esta Sindrome, continue lendo!

O que é Sindrome de Cotard – Doença do Zumbi?

Os filmes de zumbis se tornaram realidade na vida de algumas pessoas. O fato de que uma pessoa sem vida pode pensar ou não, virou um tipo de questionamento que passa pela a cabeça de quem está sofrendo com a Sindrome de Cotard.

Esta sindrome é um transtorno psicológico onde a pessoa acredita estar morta e que os órgãos estão apodrecendo. As causas estão associadas a alterações em certas áreas do cérebro, relacionadas com a personalidade, atrofia cerebral, transtorno bipolar, esquizofrenia, enxaqueca ou casos de depressão prolongada.

A Sindrome Apresenta os Seguintes Sintomas:

  • Pensamento de que está morto;
  • Ansiedade frequente;
  • Sensação de que os órgão estão apodrecendo;
  • Alucinações constantes;
  • Sem vontade de comer;
  • Perda do olfato
  • Vontade de tirar a própria vida
  • Automutilação;
  • Sensação de que existem vermes sobre a pele;
  • Analgesia e Ausência de dor;
  • Crença de que não tem os órgãos internos;
  • Crença de que o corpo está em decomposição;
  • Sensação de que estão sem sangue.

Quem sofre com a Sindrome de Cotard pode até sentir o cheiro de podre saindo da sua carne. Em alguns casos, a pessoa não consegue se reconhecer no espelho e identificar familiares ou amigos.

Comportamentos Suicidas e Pensamento de Imortalidade

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Por acreditar que está morta, a pessoa que sofre com a Sindrome de Cotard apresenta comportamentos suicidas, acreditando que qualquer risco que se pôr a prova não pode afetá-lo, pois já está morto.

O que reflete também em pensamentos de imortalidade. A pessoa acredita ser imortal e que nada pode lhe fazer mal. Levam uma vida improvável e fictícia, negando que o seu corpo está vivo.

Isso tudo acontece, porque o indivíduo pode perder a intensidade das suas emoções, resultando na sindrome de Cotard.

Como é Feito o Diagnóstico?

O diagnóstico da Sindrome é feito através de exames de imagens que mostram algumas áreas do cérebro inativas no paciente, como de uma pessoa que esteja em estado vegetativo.

Tratamento da Doença do Zumbi

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Em casos mais leves, o paciente pode ser tratado com combinações de medicamentos, antidepressivos, antipsicóticos e com tratamentos realizados com psicoterapia (terapia cognitiva comportamental).

Porém, a melhor modalidade com eficácia e terapeuta é a eletroconvulsoterapia, conhecida como a ECT, que reorganiza as áreas cerebrais que estão comprometidas e equilibra os neurotransmissores.

Primeiro Caso em 1880

A primeira paciente que J. Cotard atendeu foi uma mulher de 43 anos. Ela dizia não ter “nem cérebro, nem nervos, nem coração, nem entranhas, apenas pele e ossos”.

O caso da paciente, apresentado em uma conferência em Paris no ano de 1880, sob o pseudônimo de Mademoiselle X, negava a existência de Deus e do diabo, bem como a necessidade de se nutrir. Ela também acreditava que estava eternamente condenada, já que não poderia ter uma morte natural.

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Outro caso registrado foi do soldado Britânico Warren McKinlay, que dizia que não sentia vontade de se alimentar, porque achava que não precisava mais. Em recuperação de um sério acidente de moto, o soldado começou a pensar que não existia mais e que estava morto.

“Foi um período de absoluta escuridão. Eu acreditava que tinha morrido.”

Warren, tinha 36 anos e vivenciou a síndrome de Cotard, um problema psiquiátrico que afetou menos de 100 pessoas no mundo desde que foi descrita pelo neurologista francês Jules Cotard, em 1880.

É Contagioso como Nos Filmes de Zumbi?

Pode parecer assustador toda essa história real, porém você não precisa se preocupar em contrair essa Sindrome. Apesar dos filmes mostrarem claramente que as pessoas são transformadas depois do contato direito com um zumbi ou através de uma mordida, a Sindrome de Cotard não é contagiosa e os portadores não são agressivos como na ficção.

Além disso, é um transtorno comportamental e não um doença que pode se espalhar pelo mundo. Então, não se preocupe em se transformar em um zumbi. Eles são assustadores mas não vão te atacar, sem contar que é um caso raríssimo de acontecer.

Entretanto, se você conhecer alguém com os sintomas mencionados aqui, é recomendável que procure um psicólogo ou um médico imediatamente. Quanto mais cedo iniciar o tratamento contra a Sindrome de Cotard, mais rápido será a recuperação.

Sindrome de Cotard (Vídeo)

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